Anderson Costa
Seriados como Grey’s Anatomy, House, Emergency Room ou Plantão
Médico, como a série foi nomeada no Brasil, são apenas alguns exemplos de
seriados de grande sucesso que, apesar de seguirem caminhos narrativos
diferentes, tem como ponto em comum o exercício da medicina. Nestas três obras
ficcionais a relação de trabalho em hospitais e o convívio entre médicos e
pacientes no enfrentamento a diversas doenças serve como mola motriz para que
as histórias de cada um dos personagens desenvolvam-se e cresçam.
Mas além da função de entretenimento, criada por estas histórias
episódicas, elas também desempenham um grande papel educativo uma vez que a
cada episódio nestas séries uma média de duas novas doenças são abordada e
apesar de toda a superficialidade que uma obra de ficção possa dispor ao
apresentar uma doença, elas inserem informações básicas sobre os sintomas e
causas destas moléstias permitindo que seus espectadores tornem-se pessoas mais
atentas à própria saúde.
Nestas séries, doenças comuns e outras de grande raridade são
corriqueiramente abordadas permitindo que o público passe a conhecer melhor os
pequenos sinais de cada uma destas mazelas. Além da conscientização em relação
aos males que possam afligir um determinado grupo de pessoas, a série também
conscientiza o grande público sobre a atividade médica reduzindo tabus que
possam existir sobre procedimentos médicos e possibilitando que indivíduos que
porventura possuam algum tipo de fobia em relação ao convívio com os médicos
passem a ver a estadia em um hospital com ares de normalidade.
Não há nenhum tipo de estudo existente analisando se algum
paciente já conseguiu reconhecer a própria doença ou salvar uma pessoa próxima
devido ao conhecimento obtido nestes seriados, mas é impossível negar que
pessoas que assistem com grande frequência este tipo de conteúdo não acendam
dentro de si um sinal de alerta para a necessidade de cuidar ativamente da
própria saúde.

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